Prefeitura de Potirendaba abriu procedimento administrativo para apurar relatos de declarações sobre política, fascismo e possíveis falas discriminatórias durante uma aula.
Uma professora da rede municipal de ensino de Potirendaba, no interior de São Paulo, foi afastada das atividades após denúncias envolvendo declarações feitas em sala de aula. O caso veio a público na quarta-feira (21), depois que a prefeita do município, Gi Franzotti (PL), divulgou o relato de uma mãe nas redes sociais.
Segundo a denúncia, uma estudante de 11 anos teria voltado para casa chorando e assustada após uma aula em que a professora teria relacionado um possível resultado eleitoral a mortes e apontado alunos que, supostamente, sobreviveriam ou não nesse cenário.
A prefeita afirmou que recebeu a reclamação pelas redes sociais e anunciou a abertura de uma investigação administrativa para apurar a conduta da profissional. O caso também seria encaminhado a órgãos competentes, incluindo o Ministério Público do Trabalho e autoridades ligadas à proteção de crianças e adolescentes.
Denúncia inclui possíveis falas discriminatórias
Em nota, a Prefeitura de Potirendaba informou que recebeu relatos de declarações que teriam provocado medo e abalo emocional nos estudantes. O município também afirmou que foram denunciadas possíveis falas discriminatórias, incluindo referências direcionadas a alunos negros.
As acusações ainda precisam ser apuradas. A administração municipal declarou que não compactua com discriminação ou condutas que provoquem constrangimento e sofrimento emocional entre estudantes.
A prefeitura também ressaltou que temas históricos, como o fascismo, o nazismo e o Holocausto, devem ser abordados no ambiente escolar com responsabilidade pedagógica e respeito aos alunos.
Caso será investigado
A administração municipal informou que determinou a análise das imagens da sala de aula e a instauração de procedimento administrativo para esclarecer as circunstâncias do episódio.
Até o momento, não havia manifestação pública da professora sobre as acusações nas informações consultadas. A identidade da profissional e dos estudantes foi preservada.


