Após a polêmica envolvendo publicações que incentivavam empresários a identificar funcionários petistas e considerar demissões por posicionamento político, internautas passaram a resgatar campanhas de boicote promovidas por setores da esquerda contra empresas e veículos de comunicação associados ao bolsonarismo.
O assunto ganhou repercussão após a circulação de listas nas redes sociais que incentivam consumidores a deixar de comprar de estabelecimentos supostamente alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em meio às críticas a essas iniciativas, usuários relembraram episódios semelhantes ocorridos em anos anteriores.
Uma reportagem publicada pela Gazeta do Povo nesta quinta-feira (29) também resgatou campanhas de boicote promovidas por grupos e setores da esquerda contra marcas e veículos de comunicação identificados com a direita.
Boicotes a empresas em 2020
Entre os episódios lembrados está uma mobilização realizada em março de 2020, quando publicações nas redes sociais convocavam consumidores a deixar de comprar de empresas cujos proprietários seriam apoiadores de Jair Bolsonaro, então presidente da República. Entre as marcas citadas estavam Ypê, Coco Bambu, Havan, Smart Fit, Madero, Riachuelo, Marisa e Grendene.
Em outubro de 2026, uma nova lista voltou a circular nas redes sociais, mencionando empresas como Habib’s, Ragazzo, Drogasil, Estácio, Estrela, Marisol, Óticas Carol, Hemmer, Polishop, Ricardo Eletro, Centauro, Localiza e Bio Ritmo. Algumas marcas, como Havan, Coco Bambu, Madero e Smart Fit, aparecem em listas dos dois períodos.
Campanhas contra veículos de comunicação
A reportagem também relembra a atuação do Sleeping Giants Brasil, que promoveu campanhas para pressionar anunciantes a retirar publicidade de veículos de comunicação. Em novembro de 2020, o grupo direcionou uma mobilização contra a Gazeta do Povo, após o jornal manter o colunista Rodrigo Constantino. Segundo levantamento publicado pelo próprio veículo, 13 empresas haviam retirado anúncios até 11 de novembro daquele ano.
A Jovem Pan também foi alvo de uma campanha semelhante em dezembro de 2022.
Outro episódio citado envolve o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Em janeiro de 2023, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, ele afirmou que deixava de comprar produtos de empresas que não demonstrassem compromisso com determinadas pautas sociais, ambientais e democráticas. Na ocasião, também mencionou companhias que haviam apoiado o governo Bolsonaro.


