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PARÁ: PF apreende dinheiro, veículos e celular escondido em esgoto em endereços ligados a Antônio Doido

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A Polícia Federal cumpriu, na noite deste domingo (27), quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Antônio Doido (MDB), candidato à reeleição no Pará. A operação foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e investiga possíveis crimes relacionados às Eleições 2026.

Créditos: Governo Federal (GOV).

Durante as diligências, os agentes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos, três veículos e R$ 87.475,00 em espécie. Parte desse dinheiro estava em envelopes identificados com nomes de pessoas, acompanhados de relação com nomes e registros de assinaturas de recebimento dinheiro em espécie, veículos, aparelhos celulares e outros materiais que poderão auxiliar na investigação.

O celular escondido no esgoto. Reprodução: GOV

Um dos celulares foi localizado escondido em uma área de esgoto durante o cumprimento das ordens judiciais. O aparelho foi recolhido pela PF e deverá passar por análise pericial.

As buscas ocorreram em imóveis vinculados ao parlamentar e fazem parte de uma apuração que busca esclarecer possíveis irregularidades relacionadas ao processo eleitoral.

Os materiais apreendidos serão analisados pelos investigadores. A PF ainda não divulgou detalhes sobre a origem do dinheiro encontrado nem sobre a eventual relação dos objetos apreendidos com os fatos investigados.

As diligências seguem sob sigilo, e a investigação deverá apontar se houve prática de crimes eleitorais e eventual participação dos envolvidos.

ELEIÇÕES BRASIL: Lula é desmentido ao vivo na TV ao insistir em fake News sobre Nossa Senhora de Aparecida

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi interrompido e desmentido ao vivo durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (27), ao comentar a informação falsa de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Durante a entrevista, Lula afirmou que não sabia se a informação era falsa e disse que o assunto estava circulando fortemente nas redes sociais. “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”, declarou.

Na sequência, um dos jornalistas que participavam da entrevista rebateu a afirmação do presidente: “Isso é fake news”.

Lula então afirmou que Nossa Senhora Aparecida continuaria sendo a Padroeira do Brasil e defendeu respeito entre diferentes religiões.

A informação que associava Flávio Bolsonaro à retirada do título da santa é falsa. O boato resgatou um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, que acabou arquivado em 2008 e não tem relação com Flávio Bolsonaro.

O episódio ocorreu em meio à repercussão eleitoral do boato. A GloboNews também chegou a divulgar a informação equivocadamente e posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

Assista completo abaixo:

GloboNews se desculpa após Fake News de que Flávio Bolsonaro tiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, caso eleito

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A GloboNews pediu desculpas, na madrugada desta sexta-feira (25), após uma informação incorreta ser divulgada durante o programa GloboNews Em Pauta sobre um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Durante a edição de quinta-feira (24), a jornalista Maria Cristina Fernandes mencionou a existência de uma mobilização relacionada a um projeto que teria como objetivo retirar o título da santa. A informação, porém, foi posteriormente corrigida pela própria emissora.

Na retratação, a GloboNews esclareceu que a proposta mencionada havia sido apresentada em dezembro de 2007, mas acabou arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Portanto, não se trata de uma proposta atualmente em tramitação.

A correção foi feita durante o programa Edição da Meia-Noite. A emissora reconheceu o erro e pediu desculpas pela informação divulgada anteriormente.

O episódio repercutiu nas redes sociais, especialmente após a fala ter sido relacionada ao senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar também comentou o caso após a retratação da emissora.

Assista o vídeo na íntegra abaixo:

Pai confronta policial penal após encontrar mensagens enviadas à filha de 12 anos; suspeito está sendo investigado por aliciamento de menores

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Um policial penal de 40 anos é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser acusado pelo pai de uma menina de 12 anos de tentar estabelecer contato inadequado com a adolescente por meio de mensagens. O caso foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).

O pai da menina, que é advogado criminalista, afirmou ter encontrado mensagens enviadas pelo agente à filha. Segundo o relato, o policial teria encaminhado mensagens com visualização temporária e feito convites para que a adolescente se encontrasse com ele para praticar futevôlei em uma praia, sem a presença de outras pessoas.

Após tomar conhecimento das mensagens, o advogado confrontou o policial penal. O momento foi registrado em vídeo e posteriormente divulgado nas redes sociais.

De acordo com o pai, após conversar com o agente, ele também tomou conhecimento de relatos envolvendo outras crianças e adolescentes que frequentavam o mesmo espaço esportivo. O caso envolvendo a filha, porém, foi formalmente comunicado às autoridades.

A Justiça determinou que o policial mantenha distância mínima de 300 metros da adolescente e proibiu qualquer tipo de contato com ela, incluindo por telefone, aplicativos, redes sociais ou presencialmente.

Além da investigação criminal, a Corregedoria da Secretaria de Estado de Polícia Penal instaurou uma apuração interna e comunicou o Ministério Público. A secretaria informou que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por servidores.

Assista o vídeo abaixo:

Em colaboração premiada, Vorcaro diz que grupo ligado a Jaques Wagner recebia R$ 3 milhões por mês

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Acusação consta de proposta de delação rejeitada pela PF e pela PGR por falta de elementos suficientes de corroboração

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em uma proposta de colaboração premiada, que um grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido cerca de R$ 3 milhões por mês em supostas vantagens indevidas relacionadas à operação do cartão de crédito consignado Credcesta, na Bahia. As informações foram divulgadas pela coluna do UOL nesta sexta-feira, 25.

De acordo com o relato apresentado por Vorcaro, aproximadamente R$ 2 milhões mensais seriam repassados por meio de contratos entre o Banco Master e a PKL One, empresa ligada à operação do Credcesta. O ex-banqueiro afirmou que esses contratos seriam fictícios. Outros R$ 1 milhão, segundo a versão apresentada, seriam pagos em espécie.

A proposta também menciona supostas distribuições de lucros e dividendos da PKL One e contratos de prestação de serviços. Vorcaro teria afirmado ainda que pessoas ligadas ao grupo político de Wagner mantinham participação oculta na estrutura da empresa.

O próprio Vorcaro declarou que não teria presenciado diretamente o suposto acordo. Segundo o documento, ele teria tomado conhecimento das informações por meio de Augusto Lima, seu então sócio no Banco Master. Lima nega as acusações.

A proposta de colaboração premiada foi rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Segundo as informações divulgadas, os órgãos consideraram insuficientes os elementos apresentados para corroborar os relatos feitos pelo ex-banqueiro.

Jaques Wagner nega as acusações e afirma que não recebeu valores ilícitos. As informações apresentadas por Vorcaro, portanto, permanecem no campo das alegações feitas durante uma tentativa de colaboração premiada que não foi aceita pelas autoridades.

Jacques Wagner, PT.

Em Belém, incêndio é registrado em apartamento no residencial Viver Primavera, no bairro do Tapanã

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Durante a tarde desta quinta-feira (24), Um incêndio atingiu imóvel no primeiro andar do bloco 12 do residencial, no bairro do Tapanã.

Segundo informações repassadas por moradores, as chamas teriam começado em um colchão que estava no quarto do imóvel.

Ao perceberem o incêndio, moradores se mobilizaram para tentar controlar as chamas e passaram a jogar água no local. A ação conseguiu conter o fogo antes que ele se espalhasse para outros cômodos ou para apartamentos vizinhos.

Até o momento, não há informações sobre o que teria provocado o início do incêndio. As circunstâncias do caso deverão ser esclarecidas.

Clarice Falcão pede votos para Lula e ironiza: “Não me façam voltar a ser a oposição mais afrontosa”

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A atriz e cantora Clarice Falcão publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (21) em que pediu aos seguidores que votem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026.

Em tom bem-humorado, Clarice afirmou que não gostaria de voltar a ocupar o papel de oposição que, segundo ela, exercia anteriormente. A artista também mencionou o bem-estar da população brasileira e o futuro da democracia ao fazer o pedido.

“Gente, eu estou pedindo aqui, na humildade, para vocês votarem no Lula. Por favor, não me façam ter que voltar a ser a oposição mais afrontosa do Brasil. Me deixem continuar a ser a oposição mais preguiçosa do Brasil”, afirmou.

Assista completo abaixo:

Flávio Bolsonaro responde à acusação sobre voo em jato ligado a Vorcaro e ironiza: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”

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Senador afirmou que aeronave utilizada em viagem com a família pertencia ao advogado Willer Tomaz e comentou que o mesmo avião foi usado posteriormente por Alexandre de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quinta-feira (24) sobre a viagem que fez dos Estados Unidos para o Brasil, em janeiro de 2025, em um jato executivo que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, era sócio.

Flávio afirmou que, na época da viagem, a aeronave pertencia ao advogado e empresário Willer Tomaz, que também estava a bordo. O senador reagiu às informações sobre a participação da empresa Prime You, que tinha Vorcaro entre os sócios, na propriedade compartilhada do avião.

Em publicação nas redes sociais, Flávio ironizou o fato de a mesma aeronave ter sido utilizada meses depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

“Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes.”

A viagem ocorreu em 19 de janeiro de 2025, no trecho entre Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, e Brasília. Flávio estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e de Willer Tomaz. A aeronave é um Legacy 650, de prefixo PP-NLR.

Participação de Vorcaro

Segundo informações divulgadas sobre o caso, a aeronave tinha propriedade compartilhada. Uma das cotas teria sido adquirida pela Prime You, empresa que teve Daniel Vorcaro entre seus sócios.

Willer Tomaz confirmou possuir uma das três cotas do avião. Ele afirmou que a aeronave era administrada por uma empresa responsável pela organização dos voos.

Meses depois da viagem de Flávio, em agosto de 2025, o mesmo Legacy 650 foi utilizado por Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

A utilização da aeronave nas duas viagens, por si só, não comprova irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro ou de Alexandre de Moraes. As circunstâncias relacionadas aos passageiros e aos proprietários ou cotistas do avião são questões distintas que vêm sendo apuradas e relatadas.

Créditos: X (Twitter)

Flávio Bolsonaro teria voltado dos EUA em jato ligado a Vorcaro, o mesmo usado por Moraes, afirma revista

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Flávio Bolsonaro (PL) viajou dos Estados Unidos para Brasília, em janeiro de 2025, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz. O grupo estava a bordo de um jato executivo que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, era sócio. A informação foi revelada pela revista Piauí e divulgada nesta quarta-feira (23).

O voo aconteceu em 19 de janeiro de 2025, no trecho entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília, na véspera da posse de Donald Trump para seu segundo mandato. A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Registros analisados pela imprensa apontam que o avião tinha propriedade compartilhada. Uma das cotas pertencia a Willer Tomaz e outra à empresa Prime You, que tinha Vorcaro entre os sócios.

Willer Tomaz confirmou à Piauí que possuía uma das três cotas da aeronave. Segundo ele, a Prime You era responsável pela administração e organização do uso do avião. O advogado afirmou ainda que só tomou conhecimento da participação de Vorcaro na empresa em abril de 2026 e que, posteriormente, rompeu o contrato e passou a discutir a questão judicialmente.

Flávio Bolsonaro (PL) viajou dos Estados Unidos para Brasília, em janeiro de 2025, acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, das duas filhas e do advogado e empresário Willer Tomaz. O grupo estava a bordo de um jato executivo que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, era sócio. A informação foi revelada pela revista Piauí e divulgada nesta quarta-feira (23).

O voo aconteceu em 19 de janeiro de 2025, no trecho entre Fort Lauderdale, na Flórida, e Brasília, na véspera da posse de Donald Trump para seu segundo mandato. A aeronave era um Legacy 650, de prefixo PP-NLR. Registros analisados pela imprensa apontam que o avião tinha propriedade compartilhada. Uma das cotas pertencia a Willer Tomaz e outra à empresa Prime You, que tinha Vorcaro entre os sócios.

Willer Tomaz confirmou à Piauí que possuía uma das três cotas da aeronave. Segundo ele, a Prime You era responsável pela administração e organização do uso do avião. O advogado afirmou ainda que só tomou conhecimento da participação de Vorcaro na empresa em abril de 2026 e que, posteriormente, rompeu o contrato e passou a discutir a questão judicialmente.

Mesmo avião foi usado por Moraes

Meses depois, em agosto de 2025, o mesmo Legacy 650 foi utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Um vídeo divulgado pelo jornal O Globo mostrou o casal desembarcando da aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O escritório de Viviane Barci afirmou que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que a escolha das aeronaves cabia à empresa responsável pela operação. Segundo o escritório, não houve presença de Vorcaro nos voos realizados por seus integrantes e a contratação não representava vínculo pessoal com proprietários específicos das aeronaves.

A relação entre Flávio e Willer Tomaz também já havia sido identificada em outras viagens internacionais. Segundo informações divulgadas pelo O Globo, os dois fizeram ao menos cinco deslocamentos juntos no primeiro semestre de 2025. Willer afirmou que as viagens tinham caráter privado e eram decorrentes da amizade entre os dois.

A revelação sobre o voo de janeiro de 2025 ocorre em meio às investigações envolvendo Vorcaro, o Banco Master e diferentes relações entre empresários, autoridades e pessoas próximas a elas. A existência da viagem e o uso posterior da mesma aeronave por Moraes, contudo, não constituem, por si só, prova de irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro ou do ministro.

Meses depois, em agosto de 2025, o mesmo Legacy 650 foi utilizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e por sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes. Um vídeo divulgado pelo jornal O Globo mostrou o casal desembarcando da aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O escritório de Viviane Barci afirmou que contratou serviços de táxi aéreo da Prime Aviation e que a escolha das aeronaves cabia à empresa responsável pela operação. Segundo o escritório, não houve presença de Vorcaro nos voos realizados por seus integrantes e a contratação não representava vínculo pessoal com proprietários específicos das aeronaves.

A relação entre Flávio e Willer Tomaz também já havia sido identificada em outras viagens internacionais. Segundo informações divulgadas pelo O Globo, os dois fizeram ao menos cinco deslocamentos juntos no primeiro semestre de 2025. Willer afirmou que as viagens tinham caráter privado e eram decorrentes da amizade entre os dois.

A revelação sobre o voo de janeiro de 2025 ocorre em meio às investigações envolvendo Vorcaro, o Banco Master e diferentes relações entre empresários, autoridades e pessoas próximas a elas. A existência da viagem e o uso posterior da mesma aeronave por Moraes, contudo, não constituem, por si só, prova de irregularidade por parte de Flávio Bolsonaro ou do ministro.

Seis policiais militares são denunciados por furto de 448 cabeças de gado no Pará

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Seis policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Pará (MPPA) por suspeita de envolvimento no furto de 448 cabeças de gado em propriedades rurais de São Félix do Xingu, no sul do Pará.

De acordo com a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre os dias 10 e 16 de fevereiro de 2026. Entre os denunciados está um major do 36º Batalhão da Polícia Militar, além de cabos e soldados. Os militares também são acusados, segundo o MPPA, de abuso de autoridade, peculato e abandono de posto.

Conforme a investigação, os policiais teriam entrado em propriedades rurais sem autorização judicial e coagido funcionários a entregar os animais. Em outros episódios, os militares teriam abordado veículos que transportavam o gado para comercialização ou abate.

Um dos casos citados pelo Ministério Público envolve um caminhão que transportava 19 bois. Segundo a denúncia, o veículo foi abordado por um major e toda a carga foi apreendida. Os policiais teriam alegado que havia irregularidades no transporte e levantado a suspeita de que os animais estariam sendo criados em uma área de reserva.

A denúncia também aponta divergências nos relatos apresentados pelos militares durante a investigação. Um dos policiais teria afirmado que houve um confronto armado em uma das fazendas, com dois suspeitos presos. O MPPA, porém, afirma que não encontrou registro de uma ocorrência com essas características na Delegacia de São Félix do Xingu.

Ainda segundo o Ministério Público, um dos militares teria participado do planejamento da ação, embora não tenha atuado diretamente na retirada dos animais.

Os seis policiais foram denunciados pelos crimes de furto, abuso de autoridade, peculato e abandono de posto. A denúncia ainda será analisada pela Justiça e os militares não foram condenados.

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria da corporação apura o caso. A instituição não informou se os policiais denunciados foram afastados das funções.