Estela Aranha foi secretária do Ministério da Justiça e assessora especial da Presidência durante o governo Lula
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha, que determinou que a TV Globo não exibisse o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial previsto para quinta-feira (1º), já ocupou cargos no governo federal durante a gestão do petista.
Estela foi nomeada ministra efetiva do TSE em 1º de agosto de 2025, para um mandato de dois anos. Antes de chegar à Corte Eleitoral, atuou como secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, durante a gestão de Flávio Dino à frente da pasta.
Posteriormente, a magistrada foi nomeada assessora especial da Presidência da República, na área internacional, que era chefiada pelo então assessor especial Celso Amorim. A atuação de Estela no governo ocorreu antes de sua chegada ao TSE.
Na decisão sobre o debate, Estela Aranha atendeu a um pedido apresentado pela federação formada por PT, PCdoB e Rede e proibiu a emissora de exibir o espaço vazio destinado ao presidente. A ministra também determinou que os demais candidatos não simulassem perguntas dirigidas ao candidato ausente.
Lula havia informado que não participaria do debate e, no mesmo horário, concederia entrevista ao podcast Flow. A Globo acabou cancelando o debate, alegando que sucessivas decisões judiciais haviam alterado regras previamente acordadas com os partidos e provocado insegurança jurídica.
A trajetória de Estela voltou a ser discutida após a decisão. Um vídeo atribuído à eleição de 2022 também passou a circular nas redes sociais, no qual ela declara voto em Lula no segundo turno. A CNN informou que a manifestação ocorreu naquele contexto eleitoral; a gravação voltou a ganhar repercussão após o episódio envolvendo o debate.
Assista o vídeo completo abaixo:


