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Leo Dias: militante que ficou conhecido como “gostoso da Paulista” em ato pró-Lula é acusado de fraude no INSS e roubo de dados

O homem que viralizou nas redes sociais após aparecer sem camisa e com o rosto coberto durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na Avenida Paulista, em São Paulo, passou a ser alvo de acusações relacionadas a dois antigos vínculos profissionais.

Segundo o Portal LeoDias, o homem foi idêntico como Israel Augusto Gomes dos Santos, ele é citado em boletins de ocorrência registrados por duas empresas. As denúncias envolvem uma suposta irregularidade em registros de horas extras relacionados ao INSS e a alegada transferência de documentos empresariais sigilosos para um e-mail pessoal.

Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (13), o primeiro episódio envolve a empresa Brasforma Indústria e Comércio Ltda., onde Israel trabalhou até setembro de 2024.

Empresa registrou ocorrência por suspeita de fraude:

De acordo com os documentos mencionados pela publicação, Israel teria alterado, em agosto de 2024, uma planilha com informações sobre horas extras de outro funcionário, em registros vinculados ao INSS.

Após o episódio, a empresa registrou um boletim de ocorrência no 18º Distrito Policial, no Alto da Mooca, em São Paulo. A reportagem informa que os dois funcionários envolvidos teriam deixado a companhia após o caso.

Não há confirmação de que essa denúncia tenha resultado em uma ação criminal.

Outra empresa acusa ex-funcionário de obter dados sigilosos:

Em 2025, Israel voltou a ser citado em um boletim de ocorrência, desta vez registrado pela Alpha Soluções Médicas.

Segundo a denúncia, ele teria baixado documentos internos e transferido informações consideradas sigilosas da empresa para um endereço de e-mail pessoal, sem autorização.

O caso chegou à Justiça. Conforme a reportagem, uma decisão determinou que os arquivos fossem devolvidos à empresa e que eventuais cópias fossem excluídas, sob pena de multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Israel recorreu da decisão, e o processo aguarda análise em segunda instância.

Justiça rejeitou ação trabalhista movida por Israel:

Além das acusações apresentadas pelas empresas, Israel também entrou com uma ação trabalhista contra a Brasforma. Ele solicitou pagamentos e indenizações por questões como horas extras, intervalos de descanso, adicional de insalubridade, equiparação salarial e descontos na rescisão contratual.

Os pedidos foram rejeitados em primeira instância. O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região manteve a decisão após recurso.

O resultado da ação trabalhista, porém, não comprova por si só as acusações feitas pela empresa nos boletins de ocorrência.

Israel ganhou notoriedade no último domingo (11), quando vídeos de um homem sem camisa, usando uma máscara vermelha e exibindo bandeiras durante uma manifestação na Avenida Paulista, passaram a circular nas redes sociais.

O participante recebeu o apelido de “Gostoso da Paulista” e atraiu milhares de comentários e novos seguidores. A repercussão inicial foi motivada pela aparência física e pela participação no ato político.

Com a viralização, surgiram reportagens sobre sua identidade e seu histórico profissional.

Até o momento, as informações divulgadas não indicam condenação criminal pelos episódios relatados. As acusações devem ser tratadas como suspeitas, respeitando o direito de defesa e a presunção de inocência.

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