Flávio Bolsonaro (PL) afirma que pretende pedir a cassação da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob a alegação de que o governo federal teria utilizado programas sociais e recursos públicos para favorecer eleitoralmente o presidente. A acusação ocorre após o resultado da eleição presidencial de 2026.
Flávio sustenta que Lula teria injetado quase meio trilhão de reais em medidas e benefícios sociais, classificando o volume de recursos como a maior compra de votos da história eleitoral brasileira.
Um levantamento publicado pelo portal de notícias Poder360 em 30 de março de 2026 estimou em R$ 403,2 bilhões o conjunto de medidas e gastos associados a programas sociais e outras iniciativas do governo Lula no ano eleitoral. O cálculo reúne ações de diferentes naturezas, incluindo transferência de renda, benefícios tributários, habitação e linhas de crédito. Portanto, o valor não corresponde exclusivamente a pagamentos diretos a beneficiários de programas sociais.
Entre as principais iniciativas mencionadas no levantamento estão o Bolsa Família, o Farmácia Popular, o Gás do Povo, o Pé-de-Meia e o Minha Casa, Minha Vida. Também aparecem medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O levantamento aponta R$ 158,6 bilhões associados ao Bolsa Família e R$ 24,8 bilhões ao Minha Casa, Minha Vida, além de R$ 6 bilhões para o Farmácia Popular e R$ 4,7 bilhões para o Gás do Povo. Os valores se referem às estimativas reunidas na publicação e não devem ser interpretados automaticamente como despesas já efetivamente executadas.


