O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condicionou sua participação no debate presidencial da TV Globo, previsto para sexta-feira (23), à autorização do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
A declaração foi feita na terça-feira (20), durante um ato de campanha em Juazeiro, na Bahia. Lula afirmou que comparecerá ao debate caso o adversário apresente um documento autorizando a medida.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate. Porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou o petista. A fala foi uma acusação de Lula contra o adversário, e não uma condenação judicial.
No mesmo dia, a campanha de Lula protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento autorizando a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares. A divulgação das informações, no entanto, foi condicionada à adoção de uma medida equivalente por Flávio Bolsonaro.
A troca de acusações ganhou força durante o debate presidencial promovido pela Band no domingo (18). Na ocasião, Lula questionou o patrimônio de Flávio Bolsonaro e desafiou o senador a autorizar a abertura dos sigilos. Flávio, por sua vez, fez acusações contra o presidente e mencionou suspeitas envolvendo integrantes de sua família.
O debate da TV Globo está previsto para sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).


