Uma funcionária do Banco da Amazônia foi presa preventivamente nesta sexta-feira (30), suspeita de participar de um esquema de desvio de dinheiro de clientes idosos em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo identificado até o momento chega a aproximadamente R$ 189 mil.
A prisão ocorreu durante a operação Rastro Oculto, que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados à investigada. Ela é suspeita de envolvimento em crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato e lavagem de dinheiro.

As investigações começaram após um idoso denunciar movimentações financeiras que não reconhecia em sua conta. O prejuízo inicial identificado foi de R$ 138.977,66. Conforme a apuração, a mulher teria usado a relação de confiança com o cliente para cadastrar o aplicativo bancário em um celular próprio e realizar transferências e outras operações sem autorização.
Durante a investigação, a polícia identificou indícios de outras vítimas, incluindo outro idoso que teria perdido R$ 49.950. Os investigadores também apontaram que parte dos recursos teria sido usada na compra de um celular avaliado em R$ 9.890.
Segundo a Polícia Civil, após ser afastada das atividades bancárias, a investigada deixou Novo Progresso e passou por diferentes localidades. Ela foi monitorada em deslocamentos pelo Pará, São Paulo e Mato Grosso, até ser localizada em uma área rural de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira. A prisão foi realizada em Novo Progresso, por volta das 6h30 desta sexta-feira.
A mulher permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas, outros envolvidos e rastrear o destino dos valores.


